Um estudo da Semrush revelou que o tráfego gerado por inteligências artificiais deve superar o das buscas tradicionais até 2028. Entenda por que isso muda tudo na estratégia digital das marcas
Nos últimos anos, as formas como as pessoas buscam por informações na internet têm passado por mudanças profundas e, segundo o novo relatório da Semrush, essa transformação tende a se acelerar nos próximos anos.
A previsão mais contundente do estudo é clara: até 2028, o tráfego via IAs generativas vai ultrapassar o tráfego das buscas tradicionais.
Isso representa uma mudança de paradigma no marketing de conteúdo, no SEO e na forma como marcas e negócios são descobertos. E mais: se o Google lançar oficialmente seu AI Mode como padrão, esse salto pode ocorrer ainda mais cedo.
Neste artigo, vamos entender o que está por trás dessa tendência, o que o estudo revela e como as empresas devem se preparar para um cenário onde o tráfego mais qualificado não virá mais do Google, mas das IAs.
O que revela o novo estudo da Semrush sobre IA e tráfego
A Semrush analisou o comportamento de grandes modelos de linguagem (LLMs), como o ChatGPT e Perplexity, em relação às fontes de tráfego que eles geram para sites. Os dados indicam uma curva crescente e consistente do volume de acessos originados por ferramentas baseadas em IA.
A grande surpresa é que, segundo a projeção da empresa, o tráfego vindo dessas fontes deve ultrapassar o das buscas tradicionais entre dois e quatro anos.
Em um cenário mais agressivo, isso pode ocorrer já nos próximos dois anos, principalmente se o Google e outros motores de busca priorizarem respostas geradas por IA.
Ou seja: o comportamento de busca está mudando — e rapidamente.
Por que um clique via IA vale mais que o das buscas tradicionais

Um dos achados mais relevantes da pesquisa é o valor qualitativo do clique que vem das IAs. De acordo com o estudo, um clique originado por uma inteligência artificial vale 4,4 vezes mais do que um vindo das buscas tradicionais.
Mas por que isso acontece?
A explicação está no próprio funcionamento das LLMs: elas filtram informações, contextualizam e ajudam na tomada de decisão antes mesmo de o usuário clicar em algum link. Quando o visitante finalmente chega ao site, ele já passou por uma espécie de pré-qualificação.
Isso torna esse público mais preparado para agir — seja para comprar, contratar ou se inscrever.
Menos cliques, mas muito mais valiosos.
Sites mal ranqueados estão ganhando visibilidade pelas IAs
Outro dado curioso do estudo da Semrush é que, em cerca de 90% das vezes, o ChatGPT cita sites que estão mal posicionados no Google e no Bing — geralmente abaixo da 21ª posição. Plataformas como Perplexity e as LLMs do Google também seguem essa tendência.
Isso significa que as IAs não se baseiam apenas em SEO tradicional. Elas “garimpam” conteúdos mais profundos, independentemente da posição nos resultados dos buscadores.
Por outro lado, IAs mais recentes têm priorizado sites bem ranqueados, especialmente aqueles entre a 1ª e 5ª posição. Ou seja, o SEO ainda é relevante, mas precisa ser adaptado para o novo cenário.
Metade dos links gerados pelo ChatGPT é de sites de negócios e serviços
O relatório também apontou que 50% dos links citados pelo ChatGPT em suas respostas são de sites empresariais, especialmente de serviços. Essa é uma informação de ouro para quem trabalha com marketing B2B ou oferece soluções específicas.
Além disso, sites como Quora e Reddit lideram as citações individuais, o que mostra uma preferência das IAs por conteúdo de linguagem natural, perguntas e respostas, e experiências reais compartilhadas por usuários.
Isso reforça a necessidade de criar conteúdos mais naturais, humanos e bem contextualizados, fugindo da rigidez dos textos excessivamente técnicos ou publicitários.
Conteúdo continua sendo rei, mas agora é preciso escrevê-lo também para as IAs!
O estudo conclui com uma mensagem direta: as IAs estão mudando a lógica do tráfego digital, mas não anulam o valor do conteúdo. Elas apenas mudam onde e como ele aparece.
Em outras palavras, produzir conteúdo de qualidade, com linguagem acessível e estrutura clara, continua essencial. Porém, agora é ainda mais importante que ele seja:
- Rastreável pelas inteligências artificiais;
- Escrito de forma natural, como se fosse uma conversa entre humanos;
- Estruturado com foco em contexto e utilidade, não apenas palavras-chave.
Se você quer que seu site seja citado por uma IA, ele precisa ser claro, informativo e confiável.
O que muda para as estratégias digitais a partir de agora
A transformação trazida pelas IAs nas buscas é inevitável, e não está no futuro distante. Ela já começou.
Negócios que querem se manter relevantes precisarão rever suas estratégias de conteúdo, integrando SEO tradicional com práticas voltadas para a visibilidade em plataformas de IA.
Isso inclui:
- Melhorar a autoridade e confiabilidade do site;
- Produzir conteúdos educativos, com profundidade e clareza;
- Humanizar a escrita e focar em linguagem natural;
- Diversificar formatos e canais de publicação.
A corrida por visibilidade nos buscadores está se tornando uma corrida por relevância nos sistemas de inteligência artificial. E quem entender isso primeiro, terá uma vantagem competitiva significativa.
Não basta mais estar na primeira página do Google, é preciso ser citado pelas principais IA’s generativas, como o ChatGPT.
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