85,7% das empresas querem investir em GEO: o novo caminho da visibilidade digital

Tempo de leitura: 4 minutos

A otimização para IA (GEO) já é prioridade para 85,7% das empresas. Entenda o que é e por que o futuro da visibilidade online passa por ela.

Nos últimos meses, o comportamento digital das empresas mudou drasticamente. Com o avanço das IAs generativas, como ChatGPT, Gemini e Perplexity, a forma como as pessoas buscam informações está sendo redesenhada.

E não é exagero dizer que estamos vivendo o nascimento de uma nova era do SEO. A diferença é que, agora, o foco não está mais apenas em aparecer nos resultados do Google, mas em ser citado nas respostas das inteligências artificiais. Esse movimento tem nome: GEO (Generative Engine Optimization).

Uma pesquisa recente com mais de 300 profissionais de marketing mostrou o tamanho da virada: 85,7% das empresas americanas já estão investindo ou planejam investir em GEO. O dado reflete uma transição inevitável — e quem não se adaptar, ficará invisível para o novo tipo de busca.

O que está por trás do crescimento do GEO

O levantamento revela uma preocupação unânime entre as empresas: 87,8% têm medo de não serem encontradas online.

O maior temor é simples, mas poderoso — “não conseguir que meu negócio seja encontrado”.

Essa ansiedade é alimentada por um dado alarmante: entre 58% e 60% das buscas no Google hoje são zero-click — o usuário encontra a resposta direto na página, sem acessar nenhum link. Isso significa que o modelo de tráfego tradicional está encolhendo, e as marcas precisam se adaptar para continuar relevantes.

A resposta do mercado tem sido rápida. Segundo a pesquisa, 61,2% das empresas pretendem aumentar o orçamento de SEO por causa da IA. E mais interessante ainda: 75,5% já priorizam visibilidade da marca nas respostas de IA, mesmo sem link de retorno para o site.

Em outras palavras, a autoridade de marca passou a valer mais do que o clique.

GEO: a expansão natural do SEO

O GEO (Generative Engine Optimization) é, na prática, uma evolução do SEO tradicional. Ele adapta as estratégias de otimização para que o conteúdo seja compreendido, priorizado e citado por modelos de linguagem generativa (LLMs), como os já citados ChatGPT, Claude, Gemini e outros.

Enquanto o SEO clássico buscava otimizar para algoritmos de busca baseados em links, o GEO foca em contexto, relevância semântica e autoridade de marca.

Isso porque as IAs não listam links — elas geram respostas. E, para serem citadas nessas respostas, as marcas precisam ser reconhecidas como fontes confiáveis nos ecossistemas de IA.

O que muda nas estratégias digitais

Para entender o impacto do GEO, é preciso compreender as diferenças fundamentais em relação ao SEO tradicional:

  • De backlinks para menções de marca: as IAs priorizam autoridade e reputação, e não apenas links.
  • De textos longos para respostas diretas: o conteúdo precisa ser escanável, com respostas claras e estrutura conversacional.
  • De palavras-chave para entidades: o foco passa a ser o contexto semântico, ou seja, como os temas se conectam e fortalecem a identidade de marca.
  • De tráfego para visibilidade: o sucesso não será mais medido apenas por cliques, mas pela presença nas respostas geradas pelas IAs.

Por que as marcas estão mudando o foco: autoridade antes do clique

O estudo revelou uma mudança interessante de mentalidade. Apenas 14,3% das empresas ainda priorizam ser citadas como fonte com links diretos para o site. A maioria entendeu que, no cenário atual, a lembrança de marca é o novo ouro digital.

Isso significa que o consumidor pode não clicar, mas vai lembrar do nome que a IA mencionou.
E quando for tomar uma decisão de compra, essa lembrança terá peso. É o mesmo princípio da publicidade tradicional, reconhecimento antes da conversão, aplicado ao universo das buscas por IA.

Como se preparar para o GEO: passos práticos

O primeiro passo para aplicar GEO é tratar o conteúdo como um ativo estratégico.
Isso exige planejamento, clareza e atualização constante.

Veja os principais pilares da otimização generativa:

1. Crie conteúdo humanizado e confiável

As IAs valorizam textos claros, com tom conversacional e foco em pessoas.

Nada de jargões corporativos. Use linguagem natural e mostre experiência real — o chamado E-E-A-T (Experiência, Especialização, Autoridade e Confiança).

2. Estruture o conteúdo para leitura por IA

Use H2 e H3 com perguntas diretas, listas curtas e respostas objetivas.

A IA lê por “blocos de informação” (chunks), e cada trecho precisa fazer sentido sozinho.

3. Aumente a autoridade da marca

Invista em menções positivas, parcerias estratégicas e conteúdos de referência.

As IAs dão prioridade a marcas frequentemente citadas e bem avaliadas online.

4. Mantenha o conteúdo acessível

Evite paywalls e bloqueios de indexação. Use HTML limpo, schema.org e boa performance técnica.

Se a IA não conseguir ler seu conteúdo, ele simplesmente não existirá para ela.

5. Distribua e reforce sua presença digital

GEO não é só sobre o que está no seu site.

Crie um ecossistema de presença: posts sociais, vídeos, podcasts e parcerias com influenciadores. Quanto mais o nome da sua marca aparecer, mais ela será reconhecida pelos modelos generativos.

O futuro das buscas é generativo — e já começou

O avanço das IAs generativas não vai eliminar o SEO, mas transformá-lo.
Assim como o Google redefiniu o marketing digital nos anos 2000, o GEO está redesenhando a forma como marcas constroem autoridade e visibilidade.

Empresas que entenderem cedo esse movimento estarão um passo à frente.
Porque, no futuro das buscas, não bastará ser encontrado — será preciso ser lembrado.

Quer entender como aplicar GEO à estratégia digital da sua empresa? A Bloomin ajuda sua marca a se posicionar nas respostas das IAs e a conquistar autoridade em um mundo pós-SEO.

Entre em contato e descubra como evoluir da otimização de busca para a otimização generativa.

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