Busca por IA cresce e transforma hábitos de consumo no Brasil e no mundo

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Estudos mostram alta de 70% nas buscas por IA em compras online. Conversões seguem firmes, mesmo com queda no tráfego de sites.

O crescimento da busca por IA vem transformando o modo como consumidores encontram informações e realizam compras online.

O movimento, observado em diferentes relatórios de mercado, aponta para uma mudança relevante no tráfego digital: menos cliques em sites, mas com usuários mais propensos à conversão.

Segundo dados divulgados pela Sensor Tower, a utilização do ChatGPT registrou um salto de 70% apenas no primeiro semestre de 2025.

Dentro desse volume, as pesquisas ligadas ao consumo e ao comércio eletrônico avançaram 25%, dobrando a participação em apenas seis meses. Esse dado reforça que a IA deixou de ser uma curiosidade e passou a influenciar diretamente os hábitos de compra.

Em entrevista à Ad Age, especialistas da agência Wpromote destacaram que, apesar da queda no volume de visitas a sites, as taxas de conversão não foram prejudicadas. Pelo contrário: em alguns setores, cresceram até 30% em comparação a 2024.

A transformação do tráfego digital

Como os clientes estão usando a busca por IA

O movimento de queda no tráfego tradicional, especialmente em buscas de topo de funil, já havia sido apontado por agências como Dentsu e Monks.

De acordo com Rachael Murdoch, head de SEO da Dentsu, muitos dos acessos perdidos representavam usuários de baixa qualificação. “É preciso avaliar se um clique realmente traz valor. Muitas vezes, era apenas volume sem intenção de compra”, afirmou em entrevista ao Ad Age.

Esse filtro automático realizado pela busca por IA mostra que as ferramentas generativas entregam resultados mais direcionados, reduzindo acessos superficiais e valorizando consumidores em estágios avançados da jornada de compra.

O impacto nas compras online

Um relatório da Adyen, obtido pela CNN Brasil, revelou que 52% dos brasileiros já utilizam soluções de IA para decidir compras.

O estudo, realizado em 28 países com mais de 41 mil consumidores, apontou crescimento expressivo entre Geração Z e Millennials, mas também avanço entre Baby Boomers, com alta de 135% no uso em um ano.

Os setores mais impactados até agora são vestuário, alimentação e tecnologia pessoal. No entanto, áreas como cosméticos e móveis também começam a sentir mudanças na origem do tráfego.

Renato Migliacci, VP de vendas da Adyen Brasil, reforçou em entrevista para a CNN Brasil, que o uso da IA precisa ser acompanhado com cautela: “As ferramentas armazenam dados sensíveis. A personalização é um diferencial, mas deve vir acompanhada de transparência e proteção das informações”.

A consolidação do comércio

Mesmo diante dessa migração de tráfego, o comércio segue em expansão. A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE em fevereiro de 2025, mostrou que o varejo brasileiro encerrou 2024 com crescimento de 4,7%, o maior desde 2012.

Segmentos como artigos farmacêuticos, veículos e vestuário apresentaram desempenho positivo, indicando que o consumo segue aquecido.

Para especialistas, o cruzamento desses dados aponta que a busca por IA não reduz o potencial de compra. O que muda é a origem da decisão: em vez de percorrer longas jornadas em sites de busca, os consumidores chegam mais preparados e próximos da conversão.

Estratégias de adaptação das marcas

Com esse novo cenário, empresas têm revisado suas estratégias digitais. Agências e consultorias destacam a importância de aplicar técnicas de Generative Engine Optimization (GEO), também chamadas de Answer Engine Optimization (AEO).

De acordo com análise publicada pela Conversion, o GEO é uma evolução do SEO tradicional, que busca posicionar conteúdos nas respostas geradas por ChatGPT, Perplexity e Google AI Overviews. Isso exige conteúdos claros, confiáveis e fáceis de serem citados pelas inteligências artificiais.

Clicks e novos modelos de negócio

Outro ponto de atenção é o aumento no número de links clicados dentro do ChatGPT. Entre março e junho de 2025, os cliques triplicaram, passando de 100 mil para 300 mil, segundo a Sensor Tower.

Isso mostra que os usuários não buscam apenas respostas, mas também querem navegar para sites recomendados.

Esse movimento levanta questões sobre os próximos modelos de monetização. Como destacou o relatório da Bain & Company, a introdução de anúncios ou conteúdos patrocinados em respostas de IA pode alterar ainda mais a dinâmica do marketing digital e do comércio eletrônico.

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