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Busca multimodal no Google: saiba como o novo relatório do Search Console muda o SEO de imagens
Por Bloomin10 min de leitura

Busca multimodal no Google: saiba como o novo relatório do Search Console muda o SEO de imagens

Google adiciona busca multimodal ao Search Console. Entenda o novo relatório e seus impactos para SEO de imagens e estratégias orgânicas

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Resumo do artigo

  • 1O Search Console ganhou um filtro específico para acompanhar buscas iniciadas por imagens.
  • 2Google Lens, Circle to Search, upload de imagens e pesquisas visuais no Chrome entram nessa mensuração.
  • 3Para SEO, a principal novidade está na visibilidade dos dados, e não no anúncio de um novo fator de ranqueamento.

A maneira de pesquisar no Google já não depende apenas de escrever algumas palavras na caixa de busca, fotografar um produto, circular algo na tela ou enviar uma imagem também pode ser o início de uma pesquisa.

Agora, profissionais de SEO poderão enxergar melhor parte desse comportamento. Nesta quinta-feira (24), o Google anunciou um novo filtro para acompanhar pesquisas multimodais dentro dos relatórios de desempenho do Search Console.

A novidade merece atenção porque transforma um comportamento que já existia em uma fonte de dados mais claramente identificável, para quem trabalha com conteúdo, SEO para imagens e aquisição orgânica, isso abre novas possibilidades de análise.

Segundo o anúncio oficial do Google, o recurso está sendo disponibilizado globalmente, os dados começam a aparecer quando um site recebe tráfego proveniente dessas consultas multimodais.

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Quais pesquisas aparecem no novo filtro multimodal do Search Console?

O anúncio do Google específica algumas das experiências cujos dados são considerados pelo novo relatório de pesquisa multimodal.

Entre elas estão:

  • Google Lens, que permite pesquisar utilizando imagens e a câmera;
  • Circle to Search, disponível em dispositivos Android compatíveis;
  • upload de imagens no Google Search, quando uma imagem é utilizada para iniciar a pesquisa;
  • Search this image no Chrome, acessível ao pesquisar determinada imagem pelo navegador.

Isso significa que uma empresa poderá entender melhor quando seu conteúdo aparece ou recebe cliques em jornadas que começaram de forma visual, em vez de analisar esses acessos apenas junto de outros dados da Pesquisa.

É importante não interpretar a novidade como se todas essas ferramentas funcionassem exatamente da mesma maneira ou estivessem disponíveis com os mesmos recursos em todos os dispositivos e mercados.

O ponto confirmado pelo Google é mais específico: estes tipos de interações podem alimentar a nova categoria de dados multimodais do Search Console.

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Onde encontrar os dados de busca multimodal no Google Search Console?

O novo recurso aparece como um filtro de tipo de pesquisa nos relatórios de desempenho do Search Console. Segundo o Google, basta utilizar o novo filtro multimodal para visualizar essas informações, a plataforma também permite exportar os dados para análises em outras ferramentas.

Na prática, quem já acompanha desempenho orgânico pelo Search Console poderá analisar o recorte multimodal dentro da mesma lógica de métricas utilizada nos relatórios, observando indicadores como cliques e impressões para identificar páginas e conteúdos que aparecem nesse tipo de jornada.

Uma observação interessante veio do Search Engine Watch, ao testar o recurso em uma propriedade, a publicação encontrou dados disponíveis retroativamente até 10 de setembro de 2026. 

Trata-se, porém, de uma observação feita em uma conta específica, e não de uma garantia oficial de que o mesmo histórico estará disponível para todos os sites. Por isso, vale conferir individualmente cada propriedade no Search Console.

Busca multimodal é a mesma coisa que pesquisa no Google Imagens?

Não, essa diferença é fundamental para interpretar corretamente o novo relatório. Uma pesquisa no Google Imagens pode começar normalmente com texto, o usuário digita, por exemplo, “sofá verde para sala pequena” e acessa a aba de imagens para visualizar os resultados.

Na busca multimodal, o elemento visual pode ser justamente o ponto de partida da consulta. Imagine duas situações:

Na primeira, alguém escreve “tênis branco masculino” e seleciona a aba Imagens, temos uma pesquisa textual exibida em um ambiente visual.

Na segunda, a pessoa fotografa um tênis, envia a imagem pelo Lens e pede ao Google que identifique aquele produto ou encontre opções relacionadas. Nesse caso, estamos diante de uma pesquisa iniciada visualmente.

Essa distinção importa porque permite entender com mais precisão de onde determinado comportamento de descoberta está vindo.

O próprio Google descreve o novo relatório como uma maneira de analisar como conteúdos são exibidos quando usuários pesquisam utilizando imagens, inclusive por meio da câmera de um smartphone.

O que o novo relatório muda para o SEO de imagens?

A primeira precaução é importante: o Google não anunciou um novo fator de ranqueamento para imagens, o que mudou foi a capacidade de mensuração.

Isso pode parecer uma diferença pequena, mas tem impacto considerável para análise de SEO, quando uma fonte de tráfego pode ser observada separadamente, fica mais fácil compreender seu peso, seus padrões e as páginas que mais se beneficiam dela.

Com o avanço do Google Search Console multimodal, equipes de SEO poderão investigar questões como:

  • quais páginas recebem mais cliques provenientes de pesquisas multimodais;
  • quais categorias de produtos, serviços ou conteúdos ganham maior exposição nesse comportamento;
  • se determinadas páginas apresentam crescimento de impressões em jornadas visuais;
  • como o desempenho multimodal evolui ao longo do tempo.

Aqui também é necessário fazer uma distinção: o relatório não significa, necessariamente, que será possível identificar de forma direta qual imagem específica provocou cada visita.

O ganho imediato é conseguir separar e estudar melhor o desempenho relacionado a esse tipo de pesquisa. O Google afirma que a intenção do novo dado é ajudar proprietários de sites a compreender o desempenho dentro do cenário moderno de pesquisa e trabalhar melhor seus conteúdos visuais.

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Como preparar imagens e páginas para buscas multimodais?

O lançamento não veio acompanhado de uma nova lista de exigências específicas para obter posições em busca multimodal. Por isso, seria precipitado criar uma espécie de “checklist oficial para ranquear no Lens”.

O caminho mais coerente é reforçar boas práticas que já ajudam mecanismos de busca a compreender imagens, páginas e o contexto em que determinado elemento visual aparece.

Isso inclui utilizar imagens relevantes, nítidas e relacionadas diretamente ao assunto da página, evitando recorrer exclusivamente a fotografias genéricas quando o objeto real, produto ou aplicação poderia ser mostrado.

Também vale trabalhar nomes de arquivo coerentes, atributos alt descritivos quando necessários, textos próximos à imagem, títulos claros e conteúdo capaz de contextualizar aquilo que aparece visualmente. 

Em páginas de produtos, informações como descrição, características, aplicações, marca, modelo e outros atributos podem ajudar a formar um contexto mais completo. Dados estruturados também continuam fazendo sentido quando são apropriados ao tipo de página.

A experiência mobile merece atenção especial, afinal, várias experiências multimodais destacadas pelo Google têm forte relação com smartphones e câmeras. Essas medidas devem ser entendidas como boas práticas de SEO para imagens e estruturação de conteúdo e não como exigências criadas pelo novo filtro do Search Console.

Busca multimodal, inteligência artificial e o futuro da pesquisa no Google

A chegada desse relatório não acontece isoladamente, ela integra uma mudança mais ampla na maneira como o Google apresenta e interpreta pesquisas. Google Lens, Circle to Search, experiências de IA generativa e diferentes interfaces permitem que uma necessidade seja expressa por texto, imagem, contexto visual ou pela combinação desses elementos.

A própria evolução da pesquisa visual ajuda a mostrar essa escala, segundo informação anteriormente divulgada pelo Google, o Lens já processava mais de 25 bilhões de consultas mensais em maio de 2025.

Para SEO, isso não significa abandonar palavras-chave, significa compreender que a palavra-chave deixa de ser a única representação possível da intenção de uma pessoa.

Uma imagem de uma máquina industrial, por exemplo, pode representar a intenção de descobrir seu nome, encontrar um fabricante, entender sua aplicação ou procurar uma peça de reposição.

Nesse cenário, ganha importância a capacidade do conteúdo de explicar claramente o que é uma entidade, quais são suas características, como ela se relaciona com determinado assunto e por que aquela página é relevante.

É também onde SEO e GEO (Generative Engine Optimization) começam a compartilhar algumas preocupações: conteúdo contextualizado, clareza semântica, autoridade e informações que mecanismos de busca e sistemas de inteligência artificial consigam interpretar.

Por que empresas devem acompanhar o desempenho das buscas multimodais?

O valor do novo relatório dependerá bastante do perfil de cada negócio, empresas com produtos ou serviços que apresentam forte componente visual tendem a encontrar oportunidades especialmente interessantes. 

É o caso de e-commerces, moda, decoração, arquitetura, turismo, alimentos, imóveis e varejo. Mas a aplicação não termina nesses setores, uma indústria pode ser encontrada porque alguém fotografou um componente. 

Uma fabricante de máquinas pode aparecer durante a identificação visual de um equipamento, uma empresa de materiais para construção pode ser descoberta quando alguém pesquisa uma textura, acabamento ou produto visto em uma obra.

O Search Engine Watch observa justamente que o novo filtro oferece aos profissionais uma leitura separada desse tipo de descoberta, tornando possível acompanhar melhor um comportamento que antes era mais difícil de isolar.

O primeiro passo, portanto, não é alterar toda a estratégia de conteúdo, é começar a medir. Com algum histórico acumulado, será possível comparar páginas, categorias e períodos para descobrir se a busca multimodal representa uma fonte relevante de visibilidade para determinado negócio.

O que a busca multimodal muda na estratégia de SEO?

Neste momento, a maior transformação está na capacidade de enxergar melhor como as pessoas encontram um site. O novo relatório não elimina práticas consolidadas de SEO e tampouco indica que palavras-chave perderam importância, ele acrescenta mais uma camada à análise.

Texto, imagens, contexto, estrutura das páginas, experiência mobile e informações sobre produtos ou serviços passam a fazer parte de uma jornada de pesquisa cada vez menos linear.

Para profissionais de marketing, há uma consequência prática: acompanhar apenas rankings tradicionais e consultas digitadas pode oferecer uma visão cada vez mais parcial da descoberta orgânica.

A busca multimodal no Google reforça uma mudança que já vinha acontecendo no comportamento dos usuários. Agora, com o novo filtro do Search Console, parte dessa transformação pode começar a ser observada por meio de dados.

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Como a Bloomin pode ajudar sua empresa a acompanhar as novas formas de busca?

SEO está evoluindo junto com a forma como as pessoas pesquisam e acompanhar essa transformação exige mais do que reagir a cada nova ferramenta anunciada pelo Google.

Na Bloomin, trabalhamos estratégias que integram SEO, GEO, conteúdo, análise de dados e aquisição orgânica, considerando tanto os mecanismos tradicionais de pesquisa quanto às novas experiências mediadas por inteligência artificial.

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